terça-feira, 29 de julho de 2014

Do 8 ao 80, só o senhor Pimenta!

O momento está quase a chegar. Sim, aquele pelo qual todos os Portistas esperam há longos e dolorosos meses. Após a época mais angustiante que vivi, nunca tive tanta vontade de começar de novo, com fome de vitórias e de títulos, com avidez de recuperar aquilo que é Nosso.

Por outro lado, a pré-época costuma ter uma relação frígida connosco. Sim, é nela que os nossos rivais da 2ª circular costumam conquistar os únicos troféus (?!) das respectivas temporadas. É só nela que os adeptos dos nossos rivais depositam novas expectativas, deliram com as novas contratações, enchem o peito de presunção e água benta e gritam "é este ano!!!". Para um Portista, a pré-temporada é quase como um gasto de tempo desnecessário (de forma metafórica claro, longe de mim desprezar a importância de uma boa pré-temporada para entrosar o plantel, etc.). Geralmente, com o escudo de campeões nacionais ao peito, rimo-nos com a presunção dos nossos rivais e aguardamos ansiosamente o princípio do campeonato, quando a bola começa a rolar a sério e vamos para dentro de campo mostrar o quão melhores somos.

Mas esta pré-época tem sido muito peculiar e distinta, em diversos aspectos. Em primeiro lugar, não fomos Campeões. E sim, isto é uma notícia. E como tal, a pré-época com a qual posso tecer alguma comparação é a de 2010/2011, a última que tivemos com este sabor amargo. E é curioso reparar que apesar de a nossa época de 2009/2010 ter sido menos má do que a de 2013/2014, e de a temporada transacta do nosso principal rival ter sido melhor do que a respectiva anterior, as expectativas de início de época de 2010/2011 são muito distintas do que as de agora.

Decorria Agosto de 2011. O Porto, na altura com um jovem treinador, acabado de vir da Académica (e já contestado por não ter qualquer experiência) e com uma pré-época muito irregular, com um empate com uma equipa dos escalões inferiores da Alemanha e 2 derrotas seguidas com PSG e Bordéus, defrontava o todo-poderoso carnide , campeão nacional da época anterior, e que tinha feito uma fantástica e gloriosa pré-época ao leme do grandiosíssimo mestre da tática, e que dizia que seria difícil parar a sua equipa, candidata a vencer a Champions. Jogava-se a Supertaça, no Estádio de Aveiro. Para eles, a vitória era algo certo, e iam finalmente inverter o ciclo da nossa hegemonia... falava-se em goleada! Para Nós, mesmo que sempre optimistas e incentivando a equipa, seria um jogo muito complicado... Lembro-me de me deslocar ao estádio de Aveiro, camisola vestida e bilhete na mão, confiante como sempre no meu Porto, mas sem qualquer problema em admitir que, na altura, o rival era favorito.

O resultado todos sabemos. Vencemos categoricamente o nosso rival nesse jogo por 2-0, com uma exibição fantástica, fruto de muita entrega, muita garra, vontade de vencer (o famoso "grito de revolta"), e esse jogo foi, sem dúvida nenhuma, um ponto chave na época. Não só nos deu uma grande injecção de confiança, como colocou todo um ponto de interrogação no momento de forma deles. E 2010/2011 tornou-se numa das melhores épocas que já vivi enquanto Portista. E não foi ao acaso. Foi fruto de todo um espírito de união, coesão, apoio à equipa, fome de resgate, e, acima de tudo, HUMILDADE!

Humildade, sim. Um contrasenso agora que passo a batata quente para a pré-época 2014/2015. Se é verdade que tenho gostado da forma como atacamos o mercado, é. Se é verdade que tenho gostado muito da forma de trabalhar de Lopetegui e da sua exigência e profissionalismo, é. Se é verdade que PARECE que o nosso maior rival está a cometer os mesmos erros de outros anos ao liquidar muitas pedras base da equipa que os levou às vitórias na época passada, é. Mas isso não me parece, a mim, Portista e optimista, confiante, por natureza, motivo para as euforias constantes a que vinha assistindo durante toda esta pré-temporada. Os papéis parecem estranhamente invertidos... e isso em nada me apraz. É preciso relembrar que é de fora para dentro de campo que se passa toda uma mensagem. E a mensagem que é preciso passar, do primeiro ao último minuto desta temporada, é a mensagem humilde e desejosa de que há uma missão a cumprir : recuperar o título de Campeão Nacional.



O jogo de apresentação foi, olhando para ele com a frieza necessária, o melhor que podia ter sucedido no Dragão (belissimamente composto - aliás, foi arrepiante a moldura humana quer desse jogo, quer da despedida do Mágico Deco) naquele dia. Água na fervura. Reposição de expectativas. Call to arms. Fall from grace. Chamada ao planeta Terra. Waking up. No more smoke & mirrors. Cautela e caldos de galinha. No excitement. Nada de vitórias antecipadas. Nada de egos desmedidos. Trabalho, MUITO trabalho. E APOIO, MUITO APOIO À EQUIPA (os assobiadores de serviço são seguramente os mesmos que achavam que por nos termos reforçado bem já tinhamos que ganhar a Champions com 10-0 de goleada em todos os jogos).

Nem 8, nem 80. Confiança, na medida certa. Apoio, incondicional. Mas pés bem assentes na terra. Como diz a música, conquistar a lua com os pés no chão. Porque nada se faz de um dia para o outro. Temos uma equipa para construir e para consolidar. A pouco e pouco. Eu acredito que estamos no caminho certo!





"One fine day, we'll fly away

Don't you know that Rome wasn't built in a day?"


domingo, 25 de maio de 2014

Respiração Porto no Caixa

Sempre tive um carinho muito grande pelos jogos no Caixa. Há algo de especial naquele pavilhão que me encanta particularmente! Eu sei, é o pavilhão do Porto, e isso é um motivo suficientemente forte de encanto. Mas há algo mais... Desde os jogos pequenos, em que se sente a proximidade com os nossos jogadores e a camaradagem entre eles, aos jogos grandes, como o de ontem em que o ambiente atinge, a léguas de distância, o estatuto de melhor ambiente deste país.

Há algo particular no Dragãozinho diferente do Dragão, e sinto que é este algo que faz inclinar a minha preferência para o primeiro: todo o pavilhão, sim, todo, está com a nossa equipa. Seja ela de andebol, basquetebol ou hóquei em patins. Sejam os 500 espectadores de um jogo normal de campeonato, ou os mais de 2000 que enchem o pavilhão num jogo que pode valer o título. Ninguém maltrata ou desrespeita aos nossos. Não há tréguas para os adversários. As más decisões das equipas de arbitragem (como o assinalar de uma falta atacante ao Ferraz por ter sido agredido com uma cotovelada.......) são punidas e não são deixadas para segundo plano. Quando o Ferraz perdeu uma bola que deu um contra-ataque ao adversário, quando o Moreira falhou um livre de sete metros, quando o Schubert falhou 2 remates seguidos na ponta, ninguém os assobiou. Foram, aliás, incentivados.

Eu sei que o Dragãozinho tem pouco mais de 2000 lugares de capacidade, e o Dragão tem mais de 50 mil. Mas gostava de poder explicar isto a muita boa gente que se cruza comigo no Dragão, jogo após jogo. A todos os que assobiam o Helton por demorar mais de 2 segundos a marcar um pontapé de baliza aos 3 minutos. Aos que assobiam ao 1º passe falhado, ou que assobiam a equipa por congelar o jogo e chamar o adversário quando estamos a ganhar 2-0. Aos que ignoram os sucessivos roubos das equipas de arbitragem porque "como não estamos a jogar bem não os podemos criticar".

Não me quero alongar muito sobre o assunto porque é algo de constante debate no Universo Portista. Mas não é algo a que eu consiga passar ao lado. Contudo, jogos como o de ontem aquecem o meu Coração. Sim, ganhámos e somos HEXA-Campeões Nacionais de Andebol - um feito inédito na modalidade - e todos sabemos o quanto amamos ver o nosso Clube a vencer. Mas não é disso que falo. Falo de ver um conjunto de jogadores dentro de campo identificado com os valores do nosso Clube, a lutar contra tudo e contra todos, até à última gota de suor. A superar todos os obstáculos de uma época desportiva. Um treinador no banco que exige o máximo dos seus jogadores. E, acima de tudo, mais de 2000 almas Portistas a empurrar a equipa para a vitória de forma arrepiante. Ontem, como sempre no Caixa, houve mística. Porque lá, respira-se Porto.






(muito obrigado ao Guerreiros da invicta por esta amostra magnífica)

O Porto é Nosso e Há-de Ser, o Porto é Nosso até morrer.



terça-feira, 13 de maio de 2014

O meu cantinho / Um novo começo (a todos os níveis!)

3 anos passaram desde a última vez que aqui escrevi.

Por sorte, dirão alguns - por ser adepto do FC Porto, direi eu, decidi criar este cantinho em 2011, naquela que foi uma das melhores épocas, senão a melhor, que assisti enquanto adepto. Fomos Campeões Nacionais. Invictos. Zero derrotasUm total de 27 vitórias e 3 empates em 30 jogos. Vencemos por 5-0 o nosso maior rival em casa, e jamais esquecerei o que foi viver isso ao vivo. Fomos Campeões em casa deles. Vencemos a Taça de Portugal, após termos eliminado o nosso rival numa épica meia-final a 2 mãos em que recuperámos, no terreno deles, de uma desvantagem de 2 golos trazida do Dragão. Isto sem esquecer, diga-se, uma final inesquecível - 6-2 ao Vitória numa tarde de muito, muito calor, em que marquei presença no Jamor. E marquei presença no Jamor após ter regressado, no dia anterior de Dublin. Jamais esquecerei os passeios pela cidade, as aventuras na noite irlandesa, os Guiness bebidos no Temple Bar... mas acima de tudo, jamais esquecerei o orgulho e a felicidade que carregava por poder gritar aos quatro ventos que assisti a uma final europeia do FC Portoaliás, que vi o FC Porto erguer a Liga Europa mesmo perante os meus olhos.

Quatro troféus erguidos no futebol essa época, quatro campeonatos (o pleno) conquistados nas modalidades colectivas. Futebol, Andebol, Basquetebol, Hóquei em Patins. Todas estas modalidades respiraram azul e branco. Estive em Águas Santas, na celebração do Tri-Campeonato de Andebol, assim como já tinha estado semanas antes no Sá Leite, em Braga (numa vitória importantíssima), ou nos triunfos em casa contra os rivais. Estive em todos os jogos em casa dos play-off dos Campeões de Basket, comandados por um Senhor que respira o Portismo como muito pouca gente (grande MONCHO!), estive em jogos importantes para a conquista do DECA Campeonato de Hóquei em Patins, como a deslocação a Ponte de Lima e a Barcelos (que, como de costume, é bem quentinha...), e o jogo da consagração diante da Oliveirense. Isto tudo enquanto o nosso rival, além de todas as humilhações sofridas ao longo da época no que toca ao futebol, somava um total de zero campeonatos conquistados em todas as modalidades (sim, também vibrei com o Fonte do Bastardo no voleibol).

"Por que estás tu a escrever isto agora?" - perguntarás tu, que estás a ler este texto. Escrevo-o porque quero voltar ao meu cantinho. O meu local de desabafo, onde sou feliz a falar de ti, meu PortoEscrevo porque o meu amor por ti é incondicional. Escrevo porque se foi fácil escrever durante a melhor época que já vivi, não vai ser a pior época que já vivi que me vai fazer virar-te as costas. Nunca.

Sabes, Porto, escrevo porque tenho tanto amor por ti lá dentro, que às vezes preciso mesmo de o soltar um bocadinho cá para fora. De o exteriorizar. Sim, sabes bem que o faço por esses estádios e pavilhões fora. Mas aí, mais que desabafar, eu luto contigo, ou por ti. Mas não chega. Eu dou por mim a passar horas a fio a sonhar acordado contigo. A reviver velhas conquistas, ou a imaginar cegamente outras que estão para vir. Ou então a lembrar-me de coisas que correram mal e a tentar mudar o filme na minha cabeça, empurrando as bolas que teimaram em não entrar. Eu, que raramente sei o que é chorar, dou por mim a derramar lágrimas de emoção apenas por me lembrar de ti. Foste tu que, aos meus 12 anos de idade, me fizeste saber aquilo que era, pela primeira vez, chorar de alegria, com aquele golo do Derlei na final de Sevilha.

Mas também já chorei muita baba e ranho de tristeza por ti, Porto. Aquela eliminação com o Schalke em 2008, em que fizeste tudo mas não chegou. Aquele golo do Ricardo Moreira 1 segundo depois da buzina, em 2010, contra o Dinamo Minsk, no apuramento para a Champions de andebol, com o Dragãozinho a rebentar pelas costuras. Aquela final europeia de hóquei no ano passado....

E se em 2011 eu rejubilava felicidade por que tu ma estandeste, de mão aberta, este ano as coisas foram diferentes. Sabes bem que ando triste. Posso tentar disfarçar, olhando para muita coisa boa que tenho na vida. Mas sabes bem que se tu não estiveres bem, eu não consigo ser feliz. Vou mais longe ainda: se tu desapareceres, então estou condenado ao sofrimento. E porque digo eu semelhante coisa? Porque este ano senti-te, pela primeira vez, a querer largar-me a mão. Não, não foram só as derrotas, Porto. Eu vivi os 3 anos (1999-2002) seguidos sem ser Campeão. Vivi a tortura que foi 2005, e vi pela primeira vez os outros serem melhores que nós em 2010. Mas este ano, Porto, tu não foste fiel a ti próprio. Não te entregaste. Não retribuíste o amor que eu - e milhares como eu - sentem por Ti. Não, não falo daqueles que passam o ano a falar mal de ti e depois são os primeiros a sair à rua quando ganhas. Falo daqueles que te estendem a mão, todos os dias, como eu.

Houve um jogo este ano que me marcou particularmente. A época já estava péssima, como tu sabes, embora ainda me tentasses esconder isso dizendo que havia coisas por conquistar. Eu confiei em ti. Festejei o teu golo de forma efusiva, vigorosa, como sempre. Tinhas mais uma unidade em campo e 2 golos de vantagem. Eles estavam - corrijo, são - traumatizados connosco. Porque eles sentiam que mesmo a época estando a correr-lhes de feição que tu, nos momentos decisivos, nunca falhas(vas). Que tu mostras(vas) sempre o teu Orgulho, nem que este estivesse ferido. Que lutas(vas) até à tua última gota de suor. Não consigo falar mais desse jogo, porque digo-te que em mais de 14 anos a ver desporto contigo eu senti, pela primeira vez, o travo amargo da humilhação. Sim, já te vi sucumbir perante o City, ou a ser goleado pelo Arsenal. Mas nunca vi uma equipa deles, num jogo de tudo ou nada para ti, jogar sem MEDO de ti. E foste tu que lhes deste essa confiança. Foste tu que os deixaste acreditar. Foste tu que os embalaste. Caramba, Porto, não percebeste o quão importante era cortar-lhes as pernas naquele dia?

Temos um novo começo em breve (atenção, ainda há um Hexa para conquistar no Andebol, e um bi-campeonato + taça de portugal em Hóquei!). Sabes bem que muita coisa tem que mudar. Que tens de exigir mais de ti próprio, desde o primeiro minuto de trabalho da pré-época. Que eles vão estar fortes embora excitados porque não sabem o que é ganhar de forma consistente, e que até eles já conseguiram este ano ficar à tua frente (onde é que isto já se viu?). Sabes também, melhor que ninguém, que para os vencer não basta sermos mais fortes. Temos que ser muito mais fortes. E por isso, Porto, deixa-me estender-te a minha mão. Não a largues nem por um único segundo. Deixa-me ajudar-te a levantar-te bem alto. Fazer desta queda apenas um percalço sem exemplo. Porque com milhares de mãos como a minha estendidas, só depende de ti que isso aconteça. Ouviste?


"I will race you to the waterside
And from the edge of Ireland shout out loud
So they can hear it in America

IT'S ALL FOR YOU!!!!!!!!!"



domingo, 5 de junho de 2011

A Vencer desde 1893











CAMPEÕES NACIONAIS DE INICIADOS
CAMPEÕES NACIONAIS DE BASQUETEBOL
DECA CAMPEÕES NACIONAIS DE HÓQUEI EM PATINS

O sucesso do Futebol associado ao PLENO nas modalidades.
Época de OURO.

FC PORTO, A VENCER DESDE 1893.

terça-feira, 24 de maio de 2011

O póquer








Supertaça Cândido de Oliveira

Liga Zon Sagres, sem derrotas, e com a maior diferença de sempre para o 2º classificado (21 pontos)

Taça de Portugal Millenium

UEFA Europa League

Tudo isto numa época, se bem se recordam, em que a Comunicação Social anunciava, com toda a pompa e circunstância, que um novo ciclo amanhecia em Carnide...


SOMOS PORTO!!!

domingo, 8 de maio de 2011

O nosso destino é vencer!!

Campeões Nacionais de Juniores



Tri Campeões Nacionais de Andebol

Apurados para a final da UEFA Europa League


O NOSSO DESTINO É VENCER!!

sábado, 30 de abril de 2011